Por Gabriela Morgante
Quando falamos em internacionalização, é comum que empresas brasileiras voltem os olhos para mercados tradicionais como Estados Unidos e Europa. Mas há um destino estratégico, moderno e repleto de oportunidades que muitas vezes é subestimado: os Emirados Árabes Unidos (EAU).
Com uma localização privilegiada entre três continentes, infraestrutura logística de ponta e um ambiente de negócios altamente competitivo, os EAU — especialmente Dubai — representam um hub global para quem deseja exportar e crescer de forma inteligente.
Uma relação comercial em ascensão
O comércio bilateral entre Brasil e EAU ultrapassou os US$ 5,4 bilhões em 2024, com um crescimento médio de 21,9% ao ano desde 2020. Exportamos principalmente carnes, açúcar, café, cosméticos, máquinas e autopeças. Somos atualmente o 21º maior fornecedor do país, mas com amplo espaço para escalar posições.
Essa performance reflete o crescente apetite do mercado árabe por produtos diferenciados, sustentáveis e de alto valor agregado, em total sinergia com o que o Brasil tem a oferecer.
Oportunidades reais para quem está começando
Se você lidera uma pequena ou média empresa e pensa que exportar para Dubai é algo distante ou inviável, pense novamente. O Mapa de Oportunidades da ApexBrasil identificou 446 produtos com alta demanda nos EAU, em setores como:
- Alimentos e bebidas (superfoods, castanhas, extratos de café, sucos naturais);
- Cosméticos naturais e veganos;
- Autopeças, máquinas e insumos industriais;
- Produtos manufaturados com diferenciação e valor de marca.
Há espaço para empresas que tenham um bom produto, estratégia clara e disposição para se adaptar às exigências do mercado local.
Como acessar o mercado dos EAU
O caminho começa com planejamento e adequação. É fundamental adaptar embalagens, rótulos e certificações (como Halal) para atender aos padrões locais. Os canais de entrada mais comuns incluem:
- Distribuidores e importadores locais
- Plataformas de e-commerce
- Modelos store-in-store
- Participação em feiras estratégicas, como:
- Gulfood (alimentos e bebidas)
- BeautyWorld Middle East (cosméticos)
- Gitex (tecnologia)
- Arab Health (equipamentos médicos)
Conclusão
Exportar para os Emirados Árabes Unidos é mais do que uma expansão geográfica — é uma expansão estratégica.
O país valoriza marcas autênticas, inovação, sustentabilidade e qualidade. O mercado está aberto, dinâmico e com infraestrutura para escalar negócios com agilidade.
Vamos conversar sobre como levar o Brasil cada vez mais longe?